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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

terça-feira, 13 de setembro de 2011

domingo, 11 de setembro de 2011

Juan Jose Cobo garante título da Vuelta España

Juan Jose Cobo está finalmente vestido de vermelho em Madrid. Foto: Bettini/Cycling News
O espanhol Juan Jose Cobo Acebo (Geox-TMC), de 31 anos de idade, conquistou a 63ª edição da Vuelta a España neste domingo (11/09) ao marcar seu principal adversário, Christopher Froome (SKY), durante todo o percurso de 95,6 km entre o Circuito del Jarama e Madrid, chegando junto com o pelotão.

Cobo não era um dos favoritos a conquista, nem mesmo na sua equipe, que conta com os renomados Carlos Sastre e Denis Menchov, mas mostrou muita força e competência ao se manter junto com o grupo dos líderes na classificação geral durante toda a competição, atacando para assumir pela primeira vez a camisa vermelha durante a complicadíssima escalada do Angliru, na 15ª etapa. Naquela altura o líder na geral era o campeão britânico, Bradley Wiggins, 7'' à frente de seu companheiro de equipe, Froome, 36'' de Bauke Mollema (Rabobank) e 55'' de Cobo. O atleta da Geox-TMC mostrou determinação ao vencer o estágio, colocando uma vantagem que lhe dava a honra de vestir "la roja".

Porém, a liderança esteve em perigo quando Froome decidiu dar tudo de si no último dia que tinha a chegada no alto, na complicada subida de Peña Cabarga, na 17ª etapa. Parecia que o britânico iria retomar a liderança ou tirar muito sua desvantagem, mas heróico, Cobo Acebo se recuperou e chegou junto com o atleta da SKY, perdendo alguns segundos na bonificação, mas nada demais.

A partir daí Froome não teve mais pernas para tentar algo que realmente fosse dar efeito prático, e quando tentou alguma coisa, como na 19ª etapa, foi sempre seguido de perto pelo vermelho da camisa daquele que viria a ser o campeão da Vuelta mais dura dos últimos tempos, com montanhas do início ao fim e sem muitas oportunidades para os sprinters.

Além da vitória na Vuelta, Juanjo, como é conhecido, é um vitorioso na vida. O campeão da Vuelta lutou contra a depressão por 18 meses e quase largou o esporte no início do ano.

"A melhor terapia para mim era vir para o Vuelta sem pressão sobre meus ombros e apenas tentar fazer o meu melhor. Peguei a camisa vermelha no topo do Angliru. Foi estressante, mas eu gosto de estar na liderança", declarou Cobo.

Vuelta España: Circuito del Jarama-Race - Madrid (21ª etapa)

La Ruta

O último dia da Vuelta España já trazia a saudade das últimas 3 semanas antes mesmo da largada. Essa que aconteceu no Circuito del Jarama-Race, nos arredores de Madrid, em direção ao final tradicional na capital espanhola, após 95,6 km. Totalmente plano, estava montado o desfile para o pelotão aonde ainda se tinha em jogo a classificação por pontos, e mais remotamente a de líder no geral.

Vários atletas tentaram saltar para ter a glória de vencer a última etapa, mas a fuga que conseguiu mais sucesso foi iniciada com 58 km pela frente por Joan Horrach (Katusha), Damiano Caruso (Liquigas-Cannondale) e Alberto Jose Benitez (Andalucia-Caja Granada).


Porém o pelotão não deixou os escapados irem muito longe, com uma máxima distância de 51'' na marca dos 40 km restantes. Com 11 km para o término da 63ª edição da Vuelta a España Horrach saltou, deixando seus companheiros de fuga para trás. Mas não demorou muito para que o pelotão apertasse um pouco mais o passo e neutralizasse a todos os escapados, tendo tempo para as equipes se armarem para um final em velocidade.

Na ponta do pelote apareciam a Lampre-ISD trabalhando para Alessandro Petacchi, a Leopard-Trek embalando Daniele Bennati e também a Saxo Bank-Sungard tento mais uma vitória com Juan Jose Haedo. Mas que apareceu vindo de trás e "dando na cabeça" de todos os demais foi Peter Sagan (Liquigas-Cannondale), de apenas 21 anos, em um sprint espetacular para vencer pela 3ª oportunidade na Vuelta 2011.

"Juanjo" Cobo chegou junto com o pelotão e conquistou, aos 31 anos de idade, o título de uma das principais competições do ciclismo mundial após três semanas de muito esforço e dificuldades.

Peter Sagan comemora 3ª vitória na Vuelta 2011. Foto: Bettini/Cycling News
A camisa verde ganhou um novo dono no derradeiro dia, o holandês Bauke Mollema fez 7 pontos na linha de chegada e passou Joaquin "Purito" Rodriguez (Katusha) para a conquista do título por pontos. Os dois chegaram empatados para o último estágio, e o atleta da Rabobank acabou se saindo melhor.

David Moncoutié (Cofidis) já havia garantido o seu 4º título de 'rei das montanhas' na Vuelta em 5 anos na 20ª etapa, e em Madrid apenas desfilou até o final.

Na camisa branca, da classificação combinada, Juan Jose Cobo Acebo também foi o grande vencedor, com 9 pontos, contra 16 de Chritopher Froome (SKY).

A equipe de Cobo tem mais o que comemorar, porque a Geox-TMC foi a vencedora na classificação por equipes, 10'19'' à frente da Leopard-Trek.






Vuelta España: Foto do dia (20ª etapa)

Ciclistas na última escalada do dia

Vuelta España: Bilbao - Vitoria (20ª etapa)

La Ruta

Chegamos ao penúltimo dia de competições da Vuelta España 2011, com a derradeira oportunidade dos ciclistas buscarem os prêmios de montanha. Com 185 km entre Bilbao e Vitoria, o estágio teve quatro metas de montanha, sendo duas de categoria 1 (Alto de Elosua - km 64,3 e Puerto de Urkiola - km 138,6), uma de categoria 2 (Alto de Karabieta - km 47,8) e uma de categoria 3 (Alto de Kanpazar - km 112).

As metas volante estiveram em Eibar (km 41) e em Elorrio (km 119,2). Antes das montanhas, a primeira, o que poderia proporcionar um ataque dos líderes e dos postulantes a camisa verde.


Com uma etapa montanhosa, apesar de não acabar no alto, proporcionou uma das últimas oportunidades de vitória para alguns ciclistas, e com isso, uma grande fuga com 23 atletas formada por Damiano Caruso (Liquigas-Cannondale), Nicolas Roche e Lloyd Mondory (AG2R), Jose Vicente Toribio (Andalucia-Caja Granada), Greg Van Avermaet (BMC), Inaki Isasi Flores e Amets Txurruka (Euskaltel-Euskadi), Leigh Howard (HTC-Highroad), Vladimir Karpets, Eduard Vorganov, Matteo Carrara e Luca Paolini (Vacansoleil-DCM), Marco Marzano, Righi Daniele e Mori Manuele (Lampre-ISD), Daniele Benatti (Leopard-Trek), Pablo Lastras (Movistar), Jan Bakelants e Kristof Vandewalle (Omega Pharma-Lotto), Robert Kiserlovski (Astana), Calos Barredo e Steve Kruijswijk (Rabobank) Jarolaw Marycz e Nick Nuyens (Saxo Bank-Sungard), Koen de Kort (Skil-Shimano) e Christophe Le Mevel (Garmin-Cervélo).

Na marca dos 99 km para o final 20 atletas seguiam escapados com uma vantagem de 4'10'', mas esse número caiu para 1'27'' com 70 km pela frente. Os atletas cansados por três semanas muito desgastantes na Espanha estavam apenas esperando a chegada do grupo principal, que continuava a acelerar e diminuir a desvantagem, chegando a menos de 1'00'' na marca dos 55 km restantes.

Durante a escalada do Urkiola essa vantagem foi caindo e chegou aos 36'' faltando 52 km. Foi quando Barredo percebeu que a escapada não teria sucesso e saltou, abrindo até 53'' na dura montanha de categoria 1, com até 15% de inclinação em alguns trechos. O espanhol chegou a ter de 1'13'' nos quilômetros seguintes, para o pelotão, mostrando que o pelote se guardava para a chegada.

Um grupo com Kruijswijk, Kiserlovski, Le Mevel, Roche, Caruso e Txrruka se formou, saindo dos antigos companheiros de fuga de Barredo, para perseguir o atleta da Rabobank. Enquanto isso o grupo de elite voltou a colocar um ritmo mais forte, com a Leopard-Trek no comando, e neutralizou os perseguidores com exatos 30 km para a linha de chegada.

O espanhol, no entanto, foi pego por seu conterrâneo, Carlos Sastre (Geox-TMC), com 15 km restantes, e seguiram juntos. A dupla teve 31'' de distância para o grupo principal, mas alguns quilômetros mais tarde Sastre seguiu sozinha na cabeça da prova percebendo a falta de pernas de Barredo. O companheiro de equipe do camisa vermelha acabou sendo reincorporado na marca dos 3 km restantes.

Foi à vez da Leopard-Trek montar o trem de embalada para Benatti mais uma vez, sem Fabian Cancellara, que abandonou a Vuelta para se preparar para o Mundial. O italiano, que estava na fuga inicial, se aproveitou do terreno bem plano no final e conquistou a vitória no sprint final, sem adversários.

Juan Jose Cobo (Geox-TMC) manteve sua camisa por mais um dia, e provavelmente verá seu rival, Christopher Froome briga como louco pelas metas volante do último estágio. A camisa verde segue com "Purito" Rodriguez (Katusha), mas empatado com Bauke Mollema (Rabobank) em 115 pontos. Ao final do último dia de montanhas, David Moncoutié manteve a camisa branca de bolinhas azuis e é o rei das montanhas na Vuelta pela 4ª vez em 5 anos. Na combinada, Cobo segue soberano 7 pontos a frente de Froome.

A próxima etapa será a derradeira nesta edição e coroará o grande campeão. O circuito plano montado nas ruas de Paris de 95,6 km e duas metas volante para a briga por bonificações, tanto na camisa vermelha como na vermelha.






sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Vuelta España: Foto do dia (19ª etapa)

Igor Anton comemora vitória no "quintal de casa".

Vuelta España: Noja - Bilbao (19ª etapa)

La Ruta

Todos os dias são de decisão na Vuelta España 2011, com a briga em aberto em todas as camisas. No 19º estágio de 158,5 km partindo de Noja e com chegada histórica em Bilbao, após 33 anos de ausência do País Basco por causa dos protestos separatistas e o risco de um atentado terrorista do grupo ETA. No percurso duas montanhas de categoria 3 (Puerto de la Granja - km 42 e Puerto de las Muñecas - 59,5) e duas passagens pela mesma subida de categoria 2 (Alto El Vivero - km 114,1 e 144,2).

A primeira meta volante do dia esteve em Laredo, logo no km 19,7, enquanto a segunda estava colocada em Bilbao, durante a primeira passagem, no km 126,9.


As metas volante continuavam com sua importância, tanto na briga na classificação por pontos como na geral, e com a primeira meta do dia no começo, o pelotão acelerou para buscar as três primeiras colocações. Joaquin "Purito" Rodriguez (Katusha) foi o 1º, seguido de David De La Fuente (Geox-TMC), defendendo Juan Jose Cobo, e Bauke Mollema (Rabobank) na 3ª posição, também querendo a camisa verde, deixando Christophe Froome (SKY) sem espaço para buscar a bonificação no tempo.

Após a marca dos 29 km a SKY deixou, enfim, alguns atletas se desgarrarem. Com tanta representatividade contida no estágio, era óbvio de se imaginar que a equipe basca Euskaltel-Euskadi iria tentar de qualquer maneira a vitória em Bilbao, e para isso lançou uma fuga com dois de seus atletas, Igor Anton e Gorka Verdugo. Os bascos foram acompanhandos por Marzio Bruseghin (Movistar) e Alexsandr Dyanchenko (Astana).

O dia era de honra, principalmente para Anton. O capitão da Euskaltel-Euskadi decepcionou bastante durante a Vuelta e não esteve bem, sobrando em diversas etapas e ficando muito para trás na classificação geral, sendo que entrou na competição como um dos favoritos. Além da passagem e a chegada no País Basco depois de tanto tempo, Anton iria passar bem perto da cidade em que nasceu, um dia que tinha tudo para ser especial caso a vitória viesse.

Os escapados chegaram a abrir cerca de 6'00'' a frente, porém, quando a SKY voltou a acelerar, com o objetivo de tentar fazer Cobo se cansar, essa diferença foi caindo consideravelmente e chegou a ser de 1'43'' na primeira passagem pelo El Vivero. Essa estratégia da equipe britânica proporcionou uma seleção maior no grupo principal, tendo menos de 30 ciclistas após a primeira meta de montanha de categoria 2 da etapa.

Muita gente compareceu durante a escalada para incentivar os ciclistas, em especial os bascos, e especificamente Igor Anton, que marchava na liderança da prova. Na segunda passagem pela montanha, "Purito" tentou lançar um ataque e foi respondido por Chris Sorensen (Saxo Bank-Sungard). O pelotão comandado pela SKY abaixou o ritmo circunstancialmente, permitindo a Anton, que a essa altura já seguia sozinho à frente, abrir um pouco mais.

Quando o time preto voltou a aumentar o passo, Froome atacou, perto da meta, mas foi sempre seguido de bem perto por Juan Jose Cobo. Os dois já tinham aberto um pouco em relação ao pelote, e o britânico tentou acelerar novamente, mas o espanhol líder estava sempre na roda.

Todos foram reagrupados novamente ao pelotão, menos Anton, seguindo forte na cabeça da prova, e Bruseghin, que sobrou um pouco em relação ao basco, mas tinha uma boa margem de tempo para os demais.

O caminho ficou aberto para Igor Anton fazer história e vencer a etapa da Vuelta em sua terra natal, sem dar chances para os adversários. Ele tinha tanto tempo foi comemorando de longe, fazendo a festa com o diretor de sua equipe no carro, e "explodindo" de felicidade.

"A primeira vitória é sempre especial, como foi o no Zoncolan, mas essa é melhor porque é especial, tem sentimento envolvido", disse Anton.

Cobo chegou na roda de Froome junto com o pelotão, 13'' a frente do rival na geral, e parece ser quase impossível de tirar o vermelho da vestimenta do espanhol.

Enquanto na classificação por pontos, Purito continua líder, e apesar de ter vencido um sprint intermediário, viu seu principal adversário, Bauke Mollema fazer 6 pontos na linha final e se aproximar do espanhol, ficando apenas 2 pontos atrás.

Nas montanhas tudo igual, David Moncoutié (Cofidis) e Matteo Montaguti (AG2R) não pontuaram no estágio e a diferença dos dois continua em 7 pontos. Ainda se tem 28 pontos em jogo para os primeiros colocados das metas montanhosas da próxima etapa, que decidirá o rei das montanhas.

Para finalizar, a combinada parece estar no "papo" de Cobo, com 7 pontos, contra 14 de Froome.

A próxima etapa terá 185 km entre Bilbao e Vitoria, com duas metas de montanha de categoria 1, uma de categoria 2 e uma de categoria 3. Será o último dia de disputa por pontos pela camisa branca de bolinhas azuis, e a última antes da chegada em Madrid.






quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Vuelta España: Foto do dia (18ª etapa)

Vuelta España: Solares - Noja (18ª etapa)

La Ruta

Estamos na última semana da Vuelta España 2011, e no 18º estágio a altimetria mostra que o percurso de 174,6 km entre Solares e Noja é acidentado, com três montanhas de categoria 3 (Puerto de Braguia - km 56,2; Puerto de la Cruz Usaño - km 138; e Puerto de Fuente las Varas - km 147,9), uma de categoria 2 (Alto del Caracol - km 75,1) e uma de categoria 1 (Puerto de Alisas - km 121,4).

As metas volante, que se tornaram a partir de agora tão fundamentais na briga pela liderança no geral e por pontos, estiveram em Hermosa (km 101) e em Riba (km 134,3).



O dia começou veloz, com o pelotão colocando uma média de até 40 km/h no início, e a fuga do dia só conseguiu se consolidar na marca do km 10, formada por Matteo Montaguti (AG2R), Martin Kohler (BMC), Nico Sijmens (Cofidis), Juan Jose Oroz (Euskaltel-Euskadi), Joaquim Rodriguez (Katusha), Francesco Gavazzi (Lampre-ISD), Francis De Greef (Omega Pharma-Lotto), Robert Kiverlovski and Josep Jufre (Astana), Davide Malacarne and Kristof Vandewalle (Quickstep), Luis Leon Sanchez (Rabobank), Volodymir Gustov (Saxo Bank-Sungard), Alexandre Geniez and Albert Timmer (Skil-Shimano), Heinrich Haussler (Garmin-Cervelo) e Sergio Paulinho (RadioShack).

O grupo principal aproveitou que não havia ninguém no grupo fugitivo que levasse o mínimo risco a camisa vermelha de Juan Jose Cobo (Geox-TMC), e descansou do começo ao fim. A vantagem chegou a ser de até 12'00'', mas ficou sempre rondando pelos 10'00''.

Nem mesmo “Purito” Rodriguez representava mais uma ameaça ao líder, nem de longe, com mais de 18'00'' atrás de Cobo no início da etapa. Mas o objetivo de “Purito” eram os pontos verdes distribuídos nas metas volante, já que ele havia perdido a camisa de líder por pontos para Bauke Mollema (Rabobank) no 16º estágio, quando sofreu um acidente. O espanhol ganhou todos os sprints intermediários, e voltou a liderança da camisa verde.

Outra briga que ainda está em aberto, bem menos do que a da camisa verde, é o prêmio das montanhas. Montaguti perdeu a segunda colocação na categoria para Cobo, e com cinco montanhas no dia, era óbvio o seu objetivo. O italiano da AG2R conseguiu vencer o Puerto de Braguia (categoria 3), mas a partir daí arranjou um grande adversário. Nico Sijmens, companheiro de equipe do camisa branca com bolinhas azuis, David Moncoutié, fez um ótimo trabalho de equipe e venceu as metas do Alto del Caracol (categoria 2), Puerto de Alisas (categoria 1) e Puerto de la Cruz Usaño (categoria 3), deixando o rival na segunda colocação, e por tanto, pontuando menos. No Puerto de Fuente Las Varas (categoria 3), Sijmens foi o 2º, mas o italiano passou na 3ª posição.

A partir do Puerto de Alisas, a fuga perdeu alguns membros, resultado da aceleração imposta pelos interessados nos pontos da montanha. No grupo principal, alguns ataques tentavam romper a monotonuidade, como os de Nicolas Roche (AG2R) e Woulter Pouls (Vacansoleil-DCM), que estavam ainda melhores colocados na geral, mas foram neutralizados. Após a escalada apenas Montaguti, Sijmens, Oroz, Rodriguez, Gavazzi, Kiserlovski, Vandewalle, Gustov e Paulinho sobreviviam à frente.

Com 30 km pela frente, o português Sérgio Paulinho tentou um ataque solitário durante a última grande descida da etapa. O português se aproveitou da desorganização dos perseguidores que não se entendiam sobre o revezamento fazendo com que o atleta da RadioShack abrisse até 50'' a frente. Mesmo sem a melhor organização possível os perseguidores chegaram ao português com apenas 2,5 km para a meta final.

Tendo em jogo agora a vitória na etapa, Vandewalle atacou e foi seguido por Gavazzi. Juntos os atletas abriram uma boa vantagem, mas no sprint o italiano Francesco Gavazzi triunfou, para conseguir a primeira vitória em uma grande volta em 2011.

Juan Jose Cobo chegou junto com o pelotão, 7'42'' depois, e manteve a camisa vermelha. Com as vitórias nas metas intermediárias de sprint, mais a 8ª colocação de Joaquin "Purito" Rodriguez no estágio fez o espanhol voltar a vestir verde, 5 pontos a frente de Mollema. Moncoutié continua sendo o rei da montanha, mas apesar do trabalho de Sijmens, tem a aproximação de Montaguti, 7 pontos atrás. Para completa, a camisa da classificação combinada continua com Cobo, com 7 pontos de vantagem para Christopher Froome (SKY).

O 19º estágio terá 158,5 km entre Noja e Bilbao, no País Basco, e duas montanhas de categoria 3 e 2, mas uma chegada em linha, após uma pequena descida.