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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Vuelta España: Ponteareas - Pontevedra (12ª etapa)

La Ruta

O 12º estágio da Vuelta España teve 167, 3 km entre Ponteareas e Pontevedra. Um percurso de transição, após a escalada a Estacíon de Montaña Manzaneda na última etapa, com duas montanhas de categoria 3 (Alto de Moscoso (km 55) e Alto Ponte Caldeas (km 88,2). No último 1,5 km uma pequena ascensão poderia trazer alguma dificuldade para os ciclistas.

As metas volante estiveram no km 7,2 (O Porriño) e km 138 (Cambados), ou seja, uma bem no início, dando a oportunidade de alguns conseguirem bonificações importantes.



Após algumas tentativas sem sucesso de outros ciclistas, Luis Angel Mate (Cofidis), Jose Luis Roldan (Andalucia-Caja Granada) e Adam Hansen (Omega Pharma-Lotto) saltaram para formar a principal fuga do dia, tendo a incorporação de Ruslan Pydgornny (Vacansoleil-DCM) pouco depois.

O quarteto aproveitou-se do baixo ritmo imposto pelo grupo principal e chegaram ao Alto de Moscoso 9'08'' a frente. Porém o pelotão acordou, com Skil-Shimano, SKY, Leopard-Trek, Lampre-ISD e Garmin-Cervélo se revesando na cabeça para buscar os desgarrados.

Quando o pelote estava cerca de 2'00'' atrás do grupo da ponta da prova, o campeão australiano de contra-relógio em 2008, Adam Hansen, resolveu lançar um ataque, chegando a abrir 7'' para os demais, ganhou a segunda meta volante, mas foi pego por seus companheiros fugitivos. Percebendo a aproximação rápida do pelotão, os escapados aceleraram, com o comando de Mate, deixando Hansen para trás, o que acabou sendo providencial para a ser o primeiro caçado dentre os atletas da frente.

Tentando promover uma surpresa, Alan Marangoni (Liquigas-Cannondale), Martin Velits (HTC-Highroad) e Francesco Gavazzi (Lampre-ISD) saltaram, mas não tardaram em serem alcançados pelo pelote em um passo frenético em busca dos três ciclistas que ainda restavam na liderança.

Roldan tentou resitir junto com os demais, mas acabou sobrado e alcançado após a marca dos 10 km finais. Com o pelotão esticado, o que causou cortes no grupo, Luis Angel Mate (Cofidis) e Ruslan Pydgornny (Vacansoleil-DCM) tiveram o mesmo fim dos demais atletas da fuga.

Sem nenhum adversário a frente, as equipes se preparavam para levar seus atletas para o sprint final, HTC-Highroad e Leopard-Trek eram visíveis a frente trazendo John Degenkolb e Daniele Benatti, respectivamente. Enquanto isso Alessandro Petacchi (Lampre-ISD) e Peter Sagan (Liquigas-Cannondale) se encaixaram na roda dos demais times para tentarem alguma coisa, e a vitória ficou com o eslovaco. Sagan, de 21 anos, campeão do Tour da Polônia 2011, conquistou sua 2ª vitória na Vuelta 2011.

Fradrik Kessiakoff (Astana) e Bauke Mollema (Rabobank) chegaram com o mesmo tempo de Sagan, mas com um corte na parte final, Vicenzo Nibali (Liquigas-Cannondale) chegou 4'' após, Jakob Fuglsang (Leopard-Trek) e Bradley Wiggins e Christopher Froome (SKY) passaram 5'' depois. Um corte bobo, que proporcionou a Kessiakoff abaixar sua desvantagem para Wiggins a 9''. O britânico manteve a camisa vermelha de líder geral.

"Purito" Rodriguez (Katusha) continua vestindo a camisa verde, mas tem a concorrência mais próxima de Peter Sagan. A camisa de montanhista segue com Matteo Montaguti (AG2R), com um ponto a frente de David Moncoutie (Cofidis). Para completar, Bauke Mollema segue vestindo o branco da camisa combinada.

No 13º estágio, as montanhas estarão de volta. Serão cinco ao todo, sendo três de categoria 3 e duas de categoria 1, todas durante o percurso, e o final será em linha.





sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Vuelta España: Ubeda - Córdoba (6ª etapa)

La Ruta

A 6ª etapa da Vuelta España 2011 aconteceu em um percurso de 193,4 km entre Úbeda e Códoba, em um terreno predominantemente plano durante a maior parte, mas com uma montanha de categoria 2 (Alto del Catorce por ciento) próximo a chegada, no km 172,7.

As duas metas volante do dia também estavam na metade final do caminho percorrido. A primeira em Villafranca de Córdoba no km 138,8 e a segunda em Córdoba, na primeira passagem antes da escalada do dia, no km 162,4.

Quatro ciclistas estavam na principal fuga do dia. Aleksejs Saramotins (Cofidis), Adrián Palomares (Andalucia-Caja Granada), Martin Kohler (BMC) e Yukihiro Doi (Skil-Shimano) chegaram a abrir uma vantagem de 8'00'', porém acabaram sendo neutralizados pelo pelotão comandado pela Leopard-Trek, mais uma vez.

Durante a subida do Alto del Catorce por ciento, uma nova escapada com David Moncoutiè (Cofidis), novamente atacando para conquistar os pontos para o prêmio de montanha, se lançou. Posteriormente, Tony Martin (HTC), David De la Fuente (Geox-TMC) e Kevin Seeldrayers (Quick Step) saltaram do grupo principal e se juntaram a Moncoutiè para a descida da montanha.

Os verdes da Liquigas-Cannondale tomaram conta da cabeça do pelotão, buscaram os escapados e desceram dando tudo, chegando a quase 100 km/h. Tanta velocidade fez com que o pelotão, já quebrado com o início da subida, ficar mais selecionado ainda.

Buscando a liderança de Vicenzo Nibali, ao final da fase descendente do Alto del Catorce por ciento, dos cinco ciclistas da ponta, apenas Pablo Lastras (Movistar) não era da Liquigas-Cannondale. O grupo com Valerio Agnoli, Eros Capecchi, Peter Sagan e Vicenzo Nibali, além de Lastras, seguiu junto até a linha da chegada. O objetivo da equipe italiana era colocar Nibali para vencer o estágio, e somando com os pontos da bonificação pelo triunfo, tornaria o atual campeão da Vuelta o detentor da camisa vermelha.

Porém a estratégia não deu muito certo, Pablo Lastras tem bom desempenho em chegadas em sprint, enquanto Nibali, escalador, não. Observando que o espanhol iria sprintar para a vitória e que o capitão de sua equipe não teria condições de chegar em primeiro, Peter Sagan, especialista em sprint, atacou para a vitória em Córdoba.

Nibali acabou cruzando a linha final em quarto, atrás de seu companheiro de equipe, Valerio Agnoli, sem nenhuma bonificação, o que deixou o italiano irritado. Mesmo sem conquistar a etapa, o campeão do Giro d'Italia 2010 diminuiu a diferença para seus principais rivais na briga pela "la roja".






sábado, 6 de agosto de 2011

Peter Sagan tira diferença no bônus e é campeão do Tour da Polônia

Peter Sagan veste a camisa amarela em Cracóvia em seu segundo ano como profissional. Foto: Tour de Pologne
O jovem eslovaco Peter Sagan (Liquigas-Cannondale), de apenas 21 anos, se sagrou o vencedor do Tour da Polônia 2011 após chegar na segunda colocação, atrás apenas do alemão Marcel Kittel (Skil-Shimano), vencedor de quatro etapas das sete da principal competição ciclística polonesa.

O último estágio, de 128 km, foi disputado em um circuito montado nas ruas de Cracóvia. Ao contrário do que acontece no Tour de France, por exemplo, no Tour da Polônia as primeiras posições garantem bônus de desconto de tempo para os melhores colocados, assim como em uma meta volante posicionada no percurso das etapas.

Sagan tinha como principais rivais pelo título o irlandês Daniel Martin (Garmin-Cervélo), que chegou em Cracóvia 3'' a sua frente, e o italiano Marco Marcato (Vacansoleil-DCM), empatado com eslovaco. Na disputa pela meta volante, o companheiro de Martin, Heurinrich Haussler tentou atrapalhar Sagan com movimentos bruscos e passou na em primeiro, porém mais tarde a bonificação dada ao australiano foi revogada e concedida a Peter Sagan. Marcato havia passado na terceira colocação no sprint intermediário e com a desclassificação de Haussler, ficou em segundo, com 2'' de bonificação.

CONFIRA A CLASSIFICAÇÃO GERAL E DA ETAPA

Sem saber da desclassificação de Heurinrich Haussler, Sagan queria ficar entre os três primeiros colocados na linha final para poder tirar o tempo para Martin, e o fez, chegando na segunda posição, somando com todas as bonificações 9'', mais do que suficiente para ultrapassar o irlandês em sua última oportunidade para ficar com o título.

Essa é apenas a segunda temporada de Sagan como profissional. O promissor talento da equipe italiana irá disputar a Vuelta España, que inicia-se dia 20 de agosto (com cobertura total do Ciclovoltas), mas se diz tranquilo e sem pressão para a disputa da terceira grande volta do ano.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011