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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Vuelta España: Villa Romana La Olmeda - Haro (16ª etapa)

La Ruta

Após o duro Angliru no domingo (04/09), a segunda-feira foi de descanso para os ciclistas, e nesta terça, os atletas voltaram às pedaladas em uma etapa com mais um "refresco" para todos. Sem montanhas e com descida, o 16º estágio da Vuelta, com 203,6 km entre Villa Romana La Olimeda e Haro, foi plano, sem dificuldades no terreno para os sprinters que resistiram e ainda continuam na disputa.

Com a disputa na parte de cima da classificação geral tão apertada, as bonificações das metas volante se tornam muito importantes até o final. As metas da etapa estiveram nos km 120,2 e 203,6.


Em uma etapa longa e plana, o pelotão esteve se guardando para a próxima etapa, que promete ser decisiva. Então, logo no primeiro quilômetro, uma fuga com Jesus Rosendo e Antônio Cabello (Andalucia-Caja Granada), além de Julien Fouchard (Cofidis) foi lançada, e chegou a abrir 8'30'' a frente dos demais com apenas 40km percorridos.

Como esperado, quando o grupo principal começou a acelerar era questão de tempo para que os escapados fossem pegos. Rosendo ainda tentou alguma coisa para ganhar o prêmio de combatividade, atacando e deixando seus companheiros de fuga para trás, mas acabou sendo neutraliza um pouco antes da segunda meta volante.

Um grande acidente envolvendo vários atletas da metade final do pelotão, faltando 17 km para o final, teve como vítimas ciclistas como Rafal Majka (Saxo Bank-Sungard) e o camisa verde, Joaquin "Purito" Rodriguez (Katusha). Purito conseguiu voltar e completar a etapa, mas visivelmente em um ritmo mais lento, o espanhol completou com 5'30'' de atraso. Ao final do estágio o líder na classificação por pontos se queixava de muitas dores nas costas e no punho e foi levado ao hospital de Haro, não conseguindo sequer ir ao podium receber a premiação, que foi recebida por um companheiro de equipe em seu lugar o representando. Outra vítima do tombo coletivo foi Alessandro Spezialetti (Lampre-ISD), que acabou abandonando e sendo levado para um hospital durante a etapa.

Fora raras as oportunidades dos sprinters aparecerem durante a Vuelta España 2011, o que fez vários deles abandonarem, porém, o dia era favorável aos que conseguiram sobreviver às montanhas. O dia tinha tudo para ser dos velocistas, a HTC apareceu bem nos quilômetros finais na cabeça do pelotão, dando lugar mais tarde a Leopard-Trek e todo o trem de embalada para Daniele Bennati, mais as presenças de Alessandro Petacchi (Lampre-ISD), Juan Jose Haedo (Saxo Bank-Sungard), Heinrich Haussler (Garmin-Cervélo) e Peter Sagan (Liquigas-Cannondale) brigando pela roda de Bennatti.

Mas o inesperado aconteceu. Com 300 metros para a linha de chegada os ciclistas foram pegos de surpresa em uma rotatória com trajeto obrigatório a esquerda, já que a direita seria a entrada dos carros das equipes, porém, a má sinalização fez com Robert Wagner (Leopard-Trek) entrasse pela direita, causando certa indecisão em quem vinha na sequência, já que esses estavam completamente focados na prova, a aquela altura prestavam mais atenção no atleta que seguia a frente. Sagan, um dos favoritos a vitória e a tomar a camisa verde de Purito na etapa foi um dos prejudicados, e teve de se virar para não cair após raspar nas placas de publicidade.

Com o pelotão completamente quebrado a vitória caiu no colo de Juan Jose Haedo, sem adversários próximos, conquistando a primeira vitória de um ciclista argentino na história de uma grande volta. Petacchi e Bennati ainda conseguiram vir na sequência, mas totalmente sem a possibilidade de reagir para brigar pela etapa, frustrando aqueles que esperavam um final emocionante.

O camisa vermelha, Juan Jose Cobo (Geox-TMC) saiu praticamente ileso do acidente e chegou 2'' apenas atrás de Haedo. Christopher Froome (SKY) foi 13º, 4'' depois do argentino, perdendo 2'' para Cobo. Bradley Wiggins (SKY) e Bauke Mollema (Rabobank) tiveram 7'' de atraso para Haedo, perdendo 5'' para o espanhol.

A 17ª etapa acontecerá entre Faustino V e Peña Cabarga, em um total de 2011 km e três montanhas, sendo o acabamento fora de categoria, em uma escalada não muito longa, mas com até 19% de inclinação.






domingo, 4 de setembro de 2011

Vuelta España: Avilés - Alto de L'Angliru (15ª etapa)


Chegamos a 15ª etapa da Vuelta España 2011, a mais aguardada por todos, aquela todos esperavam uma definição ou reviravoltas nas classificações. Foram 142,2 km entre Avilés e o mítico/lendário Alto de l'Angliru, com três metas de montanhas. A primeira no km 79,1 foi o Alto de Tenebredo (categoria 2), seguido pelo Alto del Cordal no km 120,9, e finalizando o Angliru na chegada, fora de categoria, com 12,2 km de subida com 10,2% de inclinação média, e com trechos de até 23,5 %.

Além das metas montanhosas, duas metas volante também estiveram no caminho, no km 45,6 (Cabruñana) e no km 104,6 (Mieres).


Agressivo, Sylvain Chavanel (Quickstep) tentou algumas vezes protagonizar a primeira fuga do dia, mas sempre foi absolvido pelo grupo principal. Essa tarefa coube a Andrew Talansky (Garmin-Cervélo), Dimitri Champion (AG2R) e Simon Geschke (Skil-Shimano), chegando a abrir mais de 6'00'' na marca dos 52 km.

Um grande acidente aconteceu com 38 km restantes envolvendo vários atletas da Lampre e RadioSchack, mas sem nenhum postulante a "la roja" sendo prejudicado.

Então a Vacansoleil-DCM tomar conta da cabeça do pelotão, colocando um ritmo muito forte, fazendo a diferença para os escapados diminuir vertiginosamente. Talansky e Champion foram os primeiros a serem pegos nos pés do Alto de Cordal, mas logo Geschke também voltou ao pelote.

Durante a escalada da montanha de categoria 1, Mathias Frank (BMC), Carlos Sastre (Geox-TMC) e Marzzio Bruseghin (Movistar) atacaram, tendo a companhia, mais tarde, de Daniel Martin (Garmin-Cervélo) e o líder das montanhas, David Moncoutié (Cofidis). Sabendo da dificuldade que seria a última montanha somada ao fato de que os líderes no geral iriam brigar por ela, fez com que o francês desse seu máximo em Cordal para contabilizar mais 10 pontos e defender sua camisa branca de bolinhas azuis.

Com um asfalto não estando no melhor estado e com alguns pontos de umidade, fuga e pelotão não arriscou muito na descida, porém, Bruseghin tentou alguma coisa e chegou a se desgarrar um pouco mais, mas a Liquigas-Cannondale montou a sua escalera com Peter Sagan e Eros Capecchi levando o capitão da equipe, Vicenzo Nibali para os pés do Angliru.

Altimetria do Angliru
Apenas um grupo bem selecionado continuava a frente durante a escalado do Angliru, e na cabeça da prova, quem continuava era Carlos Sastre. O atleta da casa não parecia estar marchando para a vitória, e isso ficou claro quando Igor Anton (Euskaltel-Euskadi) finalmente apareceu, lançando um novo ataque, e passando com facilidade por seu compatriota. Enquanto isso, no rabo do pelotão, quem sobrava era Moncoutié, já com seu objetivo do dia garantido.

Novamente Daniel Martin voltou a saltar do grupo principal, e junto com ele foi Juan Jose Cobo (Geox-TMC), que já havia tirado bastante tempo para Wiggins no 14º estágio, e iria em busca da liderança no dia. Anton logo passou a sobrar, e no pelotão, Nibali mostrava novamente que não estava em suas melhores condições pelo segundo dia seguido, e também ficou para trás.

Muita gente compareceu durante todo o percurso da escalada para apoiar os ciclistas, às vezes até fechando a estrada por completo, o que inclusive, ocasionou dois acidentes com as motos da organização, uma até com um câmera da transmissão oficial que caiu.. Nos trechos mais inclinados o público se amontuava para gritar, tocar e até empurrar os atletas, e com esse clima foi que o espanhol Cobo foi a frente abrindo cada vez mais para o grupo do camisa vermelha, grupo esse cada vez mais selecionado.

Valente, Wiggins não tinha pernas mais para tentar perseguir Cobo, e liberou seu companheiro de equipe que o seguia, Christopher Froome, para tentar tirar ao máximo a desvantagem para o cabeça da prova. Wouter Poels (Vacansoleil-DCM) e Denis Menchov (Geox-TMC) seguiram o britânico até o final.

A vitória heróica, ficou com Juan Jose Cobo, 1'21'' a frente de Bradley Wiggins. Froome ainda tentava deixar a camisa vermelha com a SKY, mas foi batido pelos demais atletas no sprint, fechando 48'' depois do espanhol, e sem bonificação. Com isso, Cobo se tornou o novo líder da camisa vermelha, 20'' a frente de Froome.

Cobo comemora a vitória na etapa e a conquista da camisa vermelha. Foto: Roberto Bettini/Cycling News
Nas demais camisas, mudança apenas na branca combinada, que agora também pertence à Cobo. Nibali chegou com 2'37'' de atraso ao vencedor do dia, e deu definitivamente adeus a camisa "roja", e caiu para 8º na geral.