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domingo, 25 de setembro de 2011

Em sua especialidade, Mark Cavendish bate rivais e é campeão Mundial (vídeo)

Cavendish mostra com orgulho a sua conquista. Foto: Bettini


 No encerramento do Campeonato Mundial de Ciclismo de Estrada neste domingo (25), em Copenhagen, na Dinamarca, aconteceu a prova mais esperada da competição. Após 46 anos a Grã Bretanha voltou a ter a camisa arco-íris (Tom Simpson – 1965), com a vitória do super Mark Cavendish, coroando o trabalho intenso de sua equipe desde a primeira pedalada do dia a frente do pelotão.

Em sua especialidade, o sprint, Cav não deu chances para os demais chegou com cerca de uma roda de vantagem para Matt Goss (Austrália), e logo após André Greipel (Alemanha) e Fabian Cancellara (Suíça), que decidiram a medalha no bronze na foto.

Desde o início a Grã Bretanha esteve ditando o ritmo forte com 50 km/h de média na primeira meia hora e sempre neutralizando tentativas de escapadas. Seria impossível manter este passo até o início, e quando a velocidade caiu um pouco mais foi a deixa suficiente para a primeira fuga do dia entrar em ação. Pablo Lastras (Espanha), Anthony Roux (França), Christian Poos (Luxemburgo), Maxim Iglinskiy (Cazaquistão), Oleg Chuzhda (Ucrânia), Robert Kiserlovski (Croácia) e Tanel Kangert (Estónia) chegaram a abrir mais de 8’00’’.

Quando os britânicos, com Steve Cummings e David Millar, voltaram a ditar as coisas no grupo principal, a diferença para os escapados caiu a pouco mais de 4’00’’ após 148 km percorridos, dando margem para um novo ataque. Por volta da 11ª das 19 voltas, foi a vez de Johan Van Summeren e Oliver Kaisen (Bélgica), Yoann Offredo (França), Luca Paolini (Itália) e Simon Clarke (Austrália) saltarem em busca dos fugitivos. 

Acidente impede Hushovd de defender título. Foto: AFP
Americanos e alemães apareciam eventualmente para revezar com os britânicos na ponta do grupo de elite. Com 6 voltas ainda por vir, um grande acidente aconteceu no lado esquerdo da parte inferior do pelotão derrubando vários ciclistas e impedindo com que muitos outros pudessem continuar porque a rua por onde passavam ficou bloqueada. Entre os que foram afetados pelo acidente estavam o campeão Mundial de contra-relógio, Tony Martin, um dos principais gregários de Greipel, e o atual campeão do mundo, Thor Hushovd (Noruega). O noruguês tentou recuperar o tempo perdido junto com Jack Bauer (Nova Zelândia), mas o estrago já estava feito e o norueguês perdia ali a oportunidade de brigar pela manutenção da camisa arco-íris.

O grupo perseguidor alcançou a fuga na marca dos 200 km, fazendo com que França e Bélgica tivessem dois ciclistas cada para tentarem algo diferente. Porém os combativos atletas viram os britânicos acelerando novamente, enquanto Poos voltou ao grupo principal, mantendo a diferença em 2’00’’ e caçando qualquer tentativa de ataque. Algumas equipes mandaram alguns atletas para a cabeça do pelote tentando atrapalhar o trabalho dos tricolores, mas logo a Grã Bretanha voltou a comandar as ações. 

Francês também é vítima do tombo coletivo. Foto: AFP
Entrando na penúltima volta, Roux viu que não teria chances se continuasse no grupo da fuga e atacou, levando consigo a aceleração do pelotão engolindo seus ex-companheiros de escapada. O francês tinha 20’’ de vantagem com 20 km pela frente, e logo também foi neutralizado.

Com Roux fora de ação, Thomas Voeckler (França), Nikki Sorensen (Dinamarca) e Klaas Lodewijk (Bélgica) atacaram. Antes, Voeckler ainda cumprimentou seu companheiro de equipe pelo esforço feito a frente. A nova fuga chegou a ter 18’’ à frente próximo a abertura da derradeira volta. Johnny Hoogerland (Holanda) saltou para se juntar aos desgarrados, mas viu Voeckler não resistir e sobrar. O holandês fez de tudo para puxar os fugitivos, mas com Bradley Wiggins (Grã Bretanha) forçando o passo no pelotão, logo estavam todos reagrupados novamente.

Movimento dos sprinters para o final. Foto: Sirotti/Cycling News
A Austrália, Itália e Alemanha começaram a se encaixar na frente e no momento mais importante da prova a Grã Bretanha não estava tão bem posicionada. Mas o trem de embalada da “terra da rainha” conseguiu se recuperar, com Before Stannard e Geraint Thomas no comando do embalo trazendo Cavendish na roda.

Sem seus gregários à frente, parecia que Cavendish e seu time tinham se precipitado um pouco, mas o ritmo dos demais caiu no último quilômetro. Era que o “rei dos sprinters” queria. Cav conseguiu achar um espaço improvável para iniciar seu explosivo sprint. Goss hesitou por um pequeno momento, o suficiente para o campeão da camisa verde do Tour de France 2011 conquistar seu primeiro título Mundial.

“Tivemos oito dos melhores do mundo e esta é a primeira vez que viemos juntos. Eles foram incríveis. Deram as caras na corrida do começo ao fim e nós ganhamos. Eu não posso acreditar”, disse Cavendish. 

Cavendish vence por uma roda de vantagem. Foto: Bettini/Cycling News
“Sabíamos há três anos, quando o percurso foi divulgado, que poderia ser bom para nós. Fizemos um planejamento em conjunto para vir com o melhor grupo possível para tentar ganhar a camisa arco-íris nesta prova. Todos têm trabalhado arduamente durante a temporada para ganhar pontos para que pudéssemos ter oito ciclistas aqui, e como você acabou de ver, eles foram incríveis. Sinto-me muito orgulhoso”, comemorou o campeão.

Três brasileiros participaram do Mundial, mas não conseguiram ir bem. Rafael Andriato foi o melhor colocado, terminando na 119ª colocação, seguido de Gregory Panizo na 149ª posição e Otavio Bulgarelli, que não completou. Todos foram apanhados pelo acidente que aconteceu durante a prova. Andriato e Panizo, que conseguiram seguir, finalizaram 8’54’’ após o líder.


Confira o vídeo com os melhores momentos:


sábado, 24 de setembro de 2011

Na elite, Giorgia Bronzini ganha o bicampeonato Mundial feminino de estrada

Bronzini comemora o bicampeonato. Foto: Bettini/Cycling News


Sempre tradicional, a Itália finalmente apareceu nesta semana do Mundial. Giorgia Bronzini manteve a coroa e conquistou o bicampeonato na prova de elite feminina. A prova foi decidida no sprint, e junto com Bronzini vieram Marianne Vos (Holanda), Ina-Yoko Teutenberg (Alemanha) e Nicole Cooke (Grã Bretanha), mas a italiana foi insuperável e vestirá por mais um ano a camisa arco-íris de campeã do Mundo. 
 
Ciclistas não tiveram pressa durante a prova. Foto: Sirotti/Cycling News
 Ao contrário das demais modalidades, a elite feminina teve pouca movimentação no decorrer das pedaladas com as ciclistas se guardando para o sprint que prometia ser muito forte. Uma série de ataques de sucederam, mas todos sem muitas pretenções e prontamente neutralizados. Uma das que mais se destacou foi Emma Pooley (Grã Bretanha), bronze no contra-relógio, que esteve a frente por diversas vezes, tentando acelerar o pelotão sem que as principais concorrentes do time britânico tivesse de colocar o rosto no vento.

Com três voltas pela frente, a Suécia foi para a cabeça do pelotão, querendo evitar qualquer tentativa de fuga, tendo o auxilio da Rússia. Mas mesmo com o aumento no ritmo, Amber Neben (Estados Unidos) atacou, porém, abriu somente 2’’ de vantagem e foi reincorporada.

O teste de fogo do grupo de elite veio quando Clara Hughes (Canadá) desafiou suas adversárias lançando um ataque corajoso, abrindo 44’’ à frente com duas voltas restantes. Quando as perseguidoras estavam a 10’’ da canadense foi a vez de Linda Villumsen (Nova Zelândia) tentar a sorte saltando, sabendo que não teria chances com tantas sprinters.

Quando a neozelandesa foi capturada, com 3 km para o final, foi a vez das equipes se armarem para o final em sprint. Enquanto a Holanda fazia um trabalho pesado, a Grã Bretanha aparecia encaixada na roda. Um acidente no final não teve como vítima nenhuma das favoritas, porém atrapalhou o trem de embalada holandês, mas mesmo assim três atletas continuaram para ajudar Marianne Vos.

O trem italiano foi mais eficiente e trouxe Bronzini com ótimas condições para assegurar o título e ela não decepcionou. Mesmo trazendo na bagagem a medalha dourada em 2010, a italiana não se considerava uma das favoritas a conquista.

Vos não esconde sua frustração com a medalha de prata. Foto: AFP
“Eu acreditava em um podium na prova, mas achei que vestir novamente a camisa arco-íris seria impossível porque minha temporada vem sendo abaixo do esperado, mas talvez, quando eu visto a camisa italiana alguma coisa acontece comigo e me dá mais energia”, disse a bicampeã.

A competição teve a presença de três brasileiras, que tiveram participações discretas. Flávia Oliveira foi quem teve a melhor performance e terminou entre as 50 melhores, na 48ª colocação, 11’’ após a vencedora. As outras duas, Márcia Fernandes Silva e Lucienne Ferreira Silva não completaram a prova.





Pierre-Henri Lecuisinier conquista Mundial masculino junior e dá segundo título em dois dias para a França

Equipe francesa comemora mais um título. Foto: Bettini/Cycling News

 
Abrindo os trabalhos no penúltimo dia de competições do Mundial de Estrada, em Copenhagen, na Dinamarca, aconteceu a prova masculina junior. Assim como na sub-23 nesta sexta-feira (23), o campeão veio da França. Pierre-Henri Lecuisinier bateu no sprint Martijn Degreve (Bélgica) e Steven Lammertink (Holanda), depois de 2hs48’58’’ de pedaladas pelos 126 km da linha de largada a de chegada.

Como era esperado nesta categoria, a prova foi movimentada desde o início, junto com essa agressividade a França se destacou. Quatro de seus ciclistas estavam na fuga inicial que contava com a participação de 13 atletas. Embora não tenha durado muito, a escapada serviu como preparação para Aléxis Gougeard (França) e Daan Myngheer (Bélgica) saltarem.

A dupla abriu 40’’, e mesmo com os constantes ataques no pelotão se mantiveram na cabeça da prova. Porém com o grupo principal mais organizado e trabalhando junto para colocar um maior ritmo, a escapada acabou não resistindo e foi neutralizada na sétima volta.

Com o fim da fuga, não faltaram atletas combativos a se lançarem em uma nova escapada. Após uma série de ataques, se formou um grupo de 25 atletas na liderança, com ciclistas como o britânico Matthew Holmes e o australiano Calvin Watson. Na penúltima volta dois atletas da França, Bélgica e Holanda saltaram da fuga formando aquele que seria o grupo que decidiria o vencedor.

Os italianos, com o campeão europeu junior, Alberto Bettiol, e os britânicos tentaram acelerar o passo, mas não conseguiram, e o sexteto chegou a abrir 40’’ de vantagem. A tarefa dos perseguidores, que já era difícil, ficou ainda mais complicada quando um acidente com um ciclista alemão na cabeça do pelote fez um strike derrubando 15 outros atletas. 
 
Acidente tira alguns atletas da prova. Foto: Sirotti/Cycling News
Rob Leemans foi o primeiro a lançar sua investida de vitória, conseguindo até a abrir um pouco, porém, a ligeira inclinação na parte final fez com que o belga perdesse rendimento e fosse ultrapassado.

Os demais também começaram o movimento de sprint para não serem apanhados pelo feroz pelotão que vinha logo atrás, e Steven Lammertinik começou com sua explosão final, porém não aguentou até o fim. Percebendo o momento de fraqueza de seu adversário, Lecuisinier fez seu ataque derradeiro, abrindo uma razoável vantagem e cruzou a linha de chegada na frente, somando o segundo triunfo francês em dois dias no Mundial.

O grande campeão fez o agradecimento a sua equipe após a conquista. “Foi um dia muito bom para mim, estou muito feliz. Quero agradecer toda equipe francesa, que fez um trabalho excelente para que eu pudesse vencer”, disse o radiante Lecuisinier.
 



sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Com brasileiro na fuga, França faz dobradinha e Arnaud Demare vence Mundial masculino sub-23 de estrada (vídeo)

Foto: Sirotti/Cycling News


Após a ótima participação de Pierre Rolland no Tour de France 2011, conquistando a camisa braça de líder jovem, os franceses mostraram que pode estar florescendo uma boa geração de ciclistas de estrada.

Nesta sexta-feira (23) a equipe da França conquistou uma dobradinha na categoria estrada sub-23 do Mundial, disputado em Copenhagen, na Dinamarca. Arnaud Demare foi o campeão da categoria completando as 23 voltas no circuito, somando 168 km, em 3hs52’16’’. Seu compatriota, Adrien Petit chegou na sequência, com até um pouco de sobra para Andy Fenn (Grã Bretanha), terceiro colocado, permitindo aos franceses chegarem comemorando com os braços para o alto.

Manarelli puxa a fuga. Foto: Riccardo Scanferla
O brasileiro Carlos Alexandre Manarelli foi o primeiro atleta a fugir dos demais, no final da primeira volta, abrindo uma vantagem considerável na ponta. Sem um velocista para o final em sprint, portanto prometeram agressividade desde o início. E foi o que aconteceu, com Gianluca Leonardi indo buscar Manarelli fazendo um grande esforço, conseguindo buscar o brasileiro duas voltas depois.

Aproveitando-se de certa desorganização no pelotão, a dupla chegou a abrir cerca de 4’00’’ depois de 70 km a serem percorridos. Porém, esse tempo diminuiu para pouco mais de 1’00’’ em 20 km adiante.
Com os fugitivos controlados precocemente, novos ciclistas tentaram a sorte saltando do grupo principal. Os primeiros a tentarem, Philip Lavery (Irlanda) e Zico Waeyten (Bélgica), foram prontamente reincorporados, porém, marcaram o início de um novo período de instabilidade no pelotão. Neste momento de aceleração tanto Maranelli como Leonardi foram capturados, no meio da antepenúltima volta.

Foi a vez de um novo grupo fugitivos foi formado a partir de um ataque de outro italiano, Eugenio Alafaci, sendo acompanhado por Louis Meintjes (África do Sul), Christopher Juul Jensen (Dinamarca), Natnael Berhane (Eritréia), Philip Lindau (Suécia) e Maxat Azazbayev (Cazaquistão). O sexteto teve no máximo 34’’ de vantagem, na penúltima volta. Entretanto, os belgas e australianos começaram a se movimentar na cabeça do pelotão.

Campeão Mundial de contra-relógio sub-23 na segunda-feira, Luke Durbridge (Austrália) assumiu a ponta do trem australiano, que por sua vez estava liderando o grupo. Durbridge fez um ótimo trabalho colocando um ritmo maior, não permitindo que houvesse qualquer outra tentativa de fuga. Após sua saída, o trem de embalada da equipe verde e amarela da Oceania se desmanchou, e então apareceram os britânicos com Luke Rowe e Fenn. Para completar o final desastroso da Austrália, a esperança do time, Michael Hepburn não conseguiu acompanhar o sprint dos adversários e foi superado por vinte ciclistas.

Comemoração do franceses. Foto: Riccardo Scanferla/Cycling News
A dupla francesa com Demare e Petit se sobressaiu e deu um show a parte e chegaram sem problemas e o título ficou com o primeiro mencionado, mas a equipe inteira comemorou, começando com Petit, antes mesmo de cruzar a linha de chegada. Juntos, todos comemoraram no podium e demonstraram bastante união.

“Estou muito feliz. O final da prova foi muito difícil, mas nos últimos 100 metros eu tinha confiança que iria ganhar e quando vi que seria uma dobradinha da França, bem, isso foi uma satisfação extra”, disse o campeão após a conquista.

Destaque também para os brasileiros que se mostraram bastante combativos, ainda mais em um nível tão alto. Em especial ao Carlos Alexandre Manarelli, puxando a primeira fuga do dia, embora sem sucesso, mas mostrando força.


Confira o vídeo com os melhores momentos:


No sprint final, Lucy Garner derrota rivais e é campeã Mundial feminina junior de estrada

Nova campeã Mundial feminina junior comemora no podium. Foto: Roberto Bettini/Cycling News
Com seus 17 anos completados três dias antes da prova do Mundial feminino junior, Lucy Garner (Grã Bretanha) sagrou-se campeã Mundial feminina junior de estrada nesta sexta-feira (23) ao completar o acidentado (no sentido de acidentes) percurso de 70 km com o tempo de 1h46'17'' batendo as rivais no sprint final. Jessy Druyts (Bélgica) e Christina Siggaard (Dinamarca) vieram na sequência, mas não foram capazes de bater a britânica na velocidade.

Durante a prova várias ciclistas acabaram se acidentado, inclusive a campeã, mas Garner conseguiu voltar e terminou com a medalha dourada. Mesma sorte não tiveram Alison Beveridge (Canadá), Grace Alexander (Estados Unidos) e Jessica Allen (Austrália), campeã da prova do contra-relógio na modalidade, e tiveram de abandonar.

Algumas tentativas de fugas se sucederam nas primeiras voltas. Amy Roberts (Grã Bretanha), Nguyen Thi That (Vietnã) e Thalita de Jongh (Holanda) tentaram por fogo no pelotão em momentos distintos da prova. A holandesa conseguiu resistir por mais tempo e não foi alcançada por um grupo perseguidor que se formou entre ela e o grupo de elite com Alexandra Nessmar (Suécia) e Irene Usabiaga (Espanha), que acabou sendo neutralizado no início da quarta volta.

De Jongh continuou resistindo à frente com uma vantagem rondando os 10’’, até o ataque de Mieke Kroger (Alemanha), levando consigo pouco depois Maria Confalonieri (Itália), Elinor Barker (Grã Bretanha), Annie Ewart (Canadá) e Ingrid Drexel (México). Porém, o novo grupo não conseguiu abrir do pelotão e acabaram sendo devolvidas ao pelote.

Pouco após a neutralização das fugitivas, a campeã européia da modalidade, Rosella Ratto (Itália) lançou a sua investida para tentar ganhar a camisa arco-íris e saltou solitária em nova escapada. A equipe italiana trabalhou para Ratto andando na frente do pelotão para diminuir o ritmo, proporcionando a campeã do “velho continente” abrir um pouco na frente. Foi quando Kroger apareceu novamente, desta vez na última volta, conseguindo chegar a Ratto, trabalhando juntas, chegaram a ter 21’’ de vantagem para as demais nos primeiros quilômetros. A Alemanha se juntou a Itália e tentou ajudar no grupo principal para que a dupla da cabeça da prova pudessem disputar entre si a vitória.

A italiana começou a ficar sem pernas para manter o passo, e as coisas ficariam piores quando Marlene Wintgens (Bélgica) tentou saltar, o que fez o pelotão acelerar mais para não permitir que uma nova peça se juntasse a fuga na parte final. A Alemanha e a Itália tentaram novamente fazer o trabalho de retardar o grupo, mas o ritmo estava caindo também na ponta da corrida. Faltando 5,5 km para a linha final as duas atletas da frente tinham 36’’ a frente.

Com o final chegando, a movimentação no grupo principal foi aumentando, e Lucy Garner saltou, mas foi reincorporada após abrir poucos segundos, com 4 km pela frente. Ratto e Kroger resistiram bravamente, mas no último quilômetro não foram capazes de permanecerem na ponta e terminaram engolidas pelo “monstro feroz” que vinha logo atrás.

Katarzyna Kirschentein (Polônia) foi a primeira a lançar o sprint, mas cedo demais e acabou sendo superada. As demais velocistas estavam no trem de embalada e Garner era uma das últimas, porém soube a hora certa de usar sua força máxima e cruzou a linha de chegada em primeiro, conquistando o título Mundial. Após a britânica vieram Jessy Druyts (Bélgica) e a atleta da casa, Christina Siggaard, todas com o mesmo tempo da líder, 1h46’17’’.


quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Tony Martin não dá chances para adversários e é campeão Mundial de contra-relógio (vídeo)

Martin exibe a medalha dourada. Foto: Sirotti/CyclingNews
Apontado como favorito pelo tetracampeão da modalidade, Fabian Cancellara (Suíça), Tony Martin "trucidou" os adversários com o tempo de 53'43''85''' no percurso de 46,4 km e conquistou seu primeiro título Mundial de contra-relógio na estrada.

Principal nome do time da Alemanha, Martin bateu o atual medalha de prata, Bradley Wiggins (Grã Bretanha) e o maior vencedor dos Mundiais da categoria, Fabian Cancellara, terminando 1'15''83''' e 1'20''59''' de seus adversários, respectivamente. O debutante da medalha de ouro confirmou a ótima temporada que vem fazendo com o título da Volta ao Algarve e Paris-Nice, além do segundo posto no Tour de Romandie. Além dos títulos, Martin conquistou a vitória nas provas de contra-relógio no Tour de France, Vuelta a España, Volta ao Algarve, Paris-Nice, Vuelta al Pais Vasco e do Critérium du Dauphiné.

Enquanto isso a decepção era visível no rosto de Cancellara durante a premiação final e a entrega de sua medalha de bronze. O suíço, ao contrário de Tony Martin, vem fazendo um ano abaixo da média no que ele sabe fazer de melhor. Somado a ascendência do alemão, não seria nada desonroso terminar abaixo do campeão, porém, o tetracampeão esperava, ao menos, a segunda colocação, mas foi superado também por Wiggins. Campeão britânico de estrada, Wiggins chegou a liderar por pouco tempo e foi o primeiro a quebrar a marca dos 55 minutos.

Quando o alemão deu sua pedalada na capital dinamarquesa estava claro sua superioridade para com os demais e ela só ampliou durante o caminho percorrido por Martin, sendo mais rápido em todos os pontos intermediários de cronometragem.

"No último quilômetro eu tinha certeza que iria vencer. É uma sensação muito boa, é um sonho realizado. É incrível", disse Tony Martin, ainda revelando que sua ultrapassagem em David Millar, que saiu antes, o motivou ainda mais.

"David era um dos favoritos e com certeza quando você passa por ele sabe que está sendo 1'30'' mais rápido e tendo uma boa prova. Eu dei tudo de mim e fiquei realmente feliz. Me senti sob pressão, mas aprendi a trabalhar com pressão", revelou.


Confira o vídeo com os melhores momentos:



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Após 'bater na trave' em 2010, Judith Arndt garante o título Mundial de Contra-Relógio feminino

Veterana alemã finalmente conquista o título que desejava. Foto: Velo News
Bi-campeã Mundial na pista, uma vez vencedora na estrada, duas medalhas de bronze e três pratas no contra-relógio, Judith Arndt finalmente sagrou-se como a melhor contrarrelogista feminina do mundo ao completar em 37'07'' os 27,8 km do percurso montado na capital dinamarquesa, Copenhagen.

Na segunda colocação veio Linda Villumsen, terceira colocada nos dois últimos mundiais de contra-relógio, e que defendeu as cores da Nova Zelândia após mudar de nacionalidade há dois anos, deixando de ser dinamarquesa. Villumsen fez o tempo de 37'29'', ficando apenas 2'' da atual detentora da medalha dourada da modalidade, Emma Pooley (Grã Bretanha).

A britânica se disse satisfeita pelo resultado por considerar que a altimetria não a favorecia. "Acho que tive sorte de estar entre as dez melhores neste percurso", disse Pooley.

"Pode parecer que foi um resultado ruim, mas no ano passado o percurso foi bem montanhoso e me permitiu conquistar o título. Acho que melhorei meu tempo este ano em um curso que não combina comigo", declarou a medalhista de bronze.

Além das adversárias, Arndt teve de vencer a chuva e o piso escorregadio que dificultaram ainda mais o curso altamente técnico com algumas curvas traiçoeiras e um trecho de pararalelepípedos. A alemã não se intimidou e conquistou a camisa arco-íris que tanto desejava.

"Eu tenho perseguido esta medalha há muitos anos. Ganhei minha primeira medalha no contra-relógio em 1997 (bronze) e desde então tenho tentado ganhar a medalha de ouro. Não posso te dizer o quanto isso significa para mim. Demorou muito tempo para chegar até aqui, e finalmente chegou. Quando estava chegando no final me senti tonta de felicidade, não conseguia acreditar que esse momento finalmente aconteceu", comemorou a campeã.



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Com apoio da torcida Mads Schmidt faz melhor marca e conquista Mundial de Contra-Relógio Junior



Na primeira prova do segundo dia do Mundial de Ciclismo de Estrada ficou conhecido o terceiro campeão Mundial de 2011. Mads Schmidt, que correu com a torcida local, é o mais novo ganhador no contra-relógio na categoria junior, superando dois atletas da Oceania que vieram na sequência, com o tempo de 35'07'' nos 27,8 km com chuva e vento nas ruas de Copenhagen, na Dinamarca.

Dividindo o podium com o vencedor, estiveram James Oram (Nova Zelândia) e David Edwards (Austrália), nesta ordem. Oram fez um bom tempo de 35'11'' e liderou boa parte do tempo sem que ninguém o incomodasse. Já o australiano começou o percurso em um ritmo muito forte e parecia que seria capaz de destronar Schmidt, porém, perdeu muito rendimento na parte final e fechou em terceiro com 20'' de desvantagem, assegurando a medalha de bronze.

Assim como Edwards, Sondre Enger (Noruega) e Juriy Vasyliv (Alemanha) tiveram um bom início, mas perderam tempo ao longo do caminho e terminaram na décima e quinta colocações, respectivamente. Mads Schimidt, de 17 anos, desbancou seu compatriota e favorito ao primeiro posto, Casper Von Folsach, que terminou 39'' atrás de Schimidt na 6º posição.

O dinamarquês teve um início de prova avassalador passando no primeiro ponto de cronometragem 11'' abaixo do tempo do então líder, James Oram. Schmidt continuou com um bom passo, mas perdeu um pouco da pegada no trecho aonde todos estavam com dificuldade e mesmo assim completou com a marca de 4'' mais rápido que o neozelandês.

"Em ter saído antes do que todo mundo e ainda acabar no podium é maravilhoso, eu não poderia ter pedido mais. Estou muito feliz. Vim para o Mundial com a expectativa de, caso fosse extremamente feliz, terminar entre os cinco primeiros", disse contente o medalha de prata.

Em entrevista após a corrida, o vencedor falou que estava despreocupado, apesar de saber de seu tempo privilegiado durante o percurso. "Eu sabia que estava com o melhor tempo e não queria perder o ritmo. Não estava preocupado e fui capaz de ser ainda mais rápido com o decorrer da prova. No final estava completamente morto", declarou Schmidt.



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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Luke Durbridge confirma favoritismo e conquista o Mundial sub-23 de contra-relógio (vídeo)

A festa de dois australianos e um dinamarquês no podium. Foto: Velo News
Após a conquista mundial de Jessica Allen no contra-relógio feminino junior, foi a vez de outro australiano, Luke Durbridge, levar a medalha de ouro para seu país, no contra-relógio masculino sub-23 completando o percurso de 35,2 km de duas voltas montado nas ruas de Copenhagem, na Dinamarca, com o tempo de 42'47''.

"É difícil explicar o que estou sentindo agora. Estou tão feliz que não sei nem o que falar", disse o campeão antes de subir ao podium para receber a camisa arco-íris.

Durbridge superou o atleta da casa, Rasmus Quaade, em 36'', mostrando sua superioridade. Além dos adversários, o campeão mundial da modalidade teve de superar alguns obstáculos inesperados como vários quebra-molas (lombadas), que causaram problemas mecânicos nas bicicletas de alguns atletas. Outro problema encontrado foi o não fechamento do percurso, ocasionando a colisão de um atleta holandês com um ciclista "civil".

Terceiro colocado, Michael Hepburn, compatriota do vencedor, terminou 46'' atrás de seu companheiro e 10'' de Quaade, mas muito agressivo atacando nas curvas e até mesmo subindo em calçadas. Porém, a agressividade de Hepburn o custou caro quando entrou em uma curva muito rápido não conseguindo a melhor tangência e acabou no chão. O australiano teve de trocar sua bicicleta e acabou perdendo segundos preciosos e a confiança no restante do caminho, mas mesmo assim terminou com a medalha de bronze.

Além do título mundial, Luke Durbridge comemorou o fato de dois australianos subirem no podium da categoria. "Parabéns ao Quaade e Hepburn. É fantástico ter dois australianos no podium. Planejamos isso durante os últimos seis meses", festejou Durbridge.



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Confira o vídeo com os melhores momentos da prova: